APÊ DE 55 M² GANHA DECORAÇÃO IMPONENTE E OUSADA

Compacto, mas ousado. Obras de arte provam que é possível ter muita personalidade, mesmo em um apartamento de 55 m², no projeto do designer de interiores Maximiliano Crovato

O espírito de liberdade, o toque excêntrico, o poder de peças raras expressam tudo: os anos 1970 são pura força na decoração, aos olhos do designer de interiores Maximiliano Crovato. Junte isso a uma atmosfera contemporânea, adicione cores fortes, obras de arte, móveis robustos e você jamais diria que é possível tudo isso em 55 m².

Troca inteligente

Ao deixar para trás um imóvel de metragem bem maior, em busca de simplificar a vida, Maximiliano percebeu que um compacto seria a medida certa para viver com seus dois buldogues, Ernesto e Ignácio. Encontrou no prédio dos anos 1950 no bairro Cerqueira César, em São Paulo, um apê de apenas um quarto e planejou de imediato aintegração entre a cozinha e a sala para garantir amplitude na área social.

O efeito é interessante logo na entrada: o apartamento recebe com teto, parede e piso pretos. Essa cor se espalha pelo hall e cozinha. Mais à frente, na sala e no quarto, vem o branco. As duas bases neutras são trunfos para destacar esculturas, quadros e fotografias que o morador garimpou ao longo da vida. As excentricidades e as obras de arte são marcas fortes do designer e atraem atenção para todas as áreas do imóvel. “Sou um pequeno colecionador de arte, valorizo isso nos projetos que assino”, diz.

Fluidez visual

Do apartamento anterior, vieram todas as peças – exceto a marcenaria, executada com precisão para aproveitar melhor cada centímetro. Em pontos estratégicos surgem espelhos, que propagam luminosidade e dão sensação de leveza ao visual. Os móveis de acrílico da sala reforçam esse clima de fluidez. “São característicos da década de 1970, que sempre aparece nos meus trabalhos em um mix contemporâneo”, conta. Eles se revelam aliados preciosos para pequenos espaços: transparentes, não fazem volume no resultado final. Eis aí um segredo dos bons, usado pelo designer.

O impacto é imediato com paredes e piso pretos. Ganham destaque a luminária escultura italiana dos anos 1970 e a fotografia de Rodrigo Ribeiro, da Galeria Nuvem (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
O impacto é imediato com paredes e piso pretos. Ganham destaque a luminária escultura italiana dos anos 1970 e a fotografia de Rodrigo Ribeiro, da Galeria Nuvem (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
Integrada à sala e bem reduzida, tembancada americana, com fruteira Alessi. Sobre o rack da sala, escultura de cabeça em vaso Fornasetti Vintage 70’s, com arranjo de Nelson Quionha (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
Integrada à sala e bem reduzida, tem bancada americana, com fruteira Alessi. Sobre o rack da sala, escultura de cabeça em vaso Fornasetti Vintage 70’s, com arranjo de Nelson Quionha (Foto: Edu Castello/Editora Globo)4
Em destaque, escultura de cabeça de Florian Raiss. Sofá de sarja verde da JRJ. Ao lado, tela de tecido de Verner Panton. Sobre o tapete da By Kamy, banco Prisma, de pele de pirarucu, de Zanini de Zanine. (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
Em destaque, escultura de cabeça de Florian Raiss. Sofá de sarja verde da JRJ. Ao lado, tela de tecido de Verner Panton. Sobre o tapete da By Kamy, banco Prisma, de pele de pirarucu, de Zanini de Zanine. (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
Sobre a cama, desenho de Eduardo Climachauska. À esq., pendente Cage, e à dir., pendentes Fork, ambos da Diesel para Foscarini. Sobre o criado-mudo espelhado, Mickey de madeira da Gabinete D (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
Sobre a cama, desenho de Eduardo Climachauska. À esq., pendente Cage, e à dir., pendentes Fork, ambos da Diesel para Foscarini. Sobre o criado-mudo espelhado, Mickey de madeira da Gabinete D (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
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